quarta-feira, 18 de abril de 2012
de pensar novamente
moro no pé de uma serra
mas nunca me parei pra refletir
sobre o que isso significava
a não ser
pela distância que levava até a faculdade
podia, com facilidade,
ir andando até Maranguape
com uma mochila nas costas
alguns litros d'água
e uma conversa agradável
- caminhar pelas praças
e sentir o pôr do sol em mim
podia, com brilho nos olhos
pegar meu mochilão
(e o primeiro ônibus que passasse)
e ir até a beira do mato verde de Pacatuba
com minhas poesias preferidas
uma lanterna e muitas pilhas de reserva
e todas as canções de Belchior na cabeça
(e na ponta da língua)
pra debaixo de uma barraca qualquer que levasse
mas meu ônibus chega
é o único na próxima meia hora
subo e vou na direção contrária dos meus pensamentos
no caminho
vou no ritmo do balanço dos buraços da cidade e escrevo
escrevo pra não esquecer de pensar novamente.
mas nunca me parei pra refletir
sobre o que isso significava
a não ser
pela distância que levava até a faculdade
podia, com facilidade,
ir andando até Maranguape
com uma mochila nas costas
alguns litros d'água
e uma conversa agradável
- caminhar pelas praças
e sentir o pôr do sol em mim
podia, com brilho nos olhos
pegar meu mochilão
(e o primeiro ônibus que passasse)
e ir até a beira do mato verde de Pacatuba
com minhas poesias preferidas
uma lanterna e muitas pilhas de reserva
e todas as canções de Belchior na cabeça
(e na ponta da língua)
pra debaixo de uma barraca qualquer que levasse
mas meu ônibus chega
é o único na próxima meia hora
subo e vou na direção contrária dos meus pensamentos
no caminho
vou no ritmo do balanço dos buraços da cidade e escrevo
escrevo pra não esquecer de pensar novamente.
sem título
eu quero o descanso em dia de prova
eu quero o vento
eu quero o tempo
eu juro, eu tento
alcançar o azul do fundo da piscina sem tocar o azulejo
eu quero a frase que não faz sentido
eu quero a poesia que não pode existir
eu quero o vento
eu quero o tempo
eu juro, eu tento
alcançar o azul do fundo da piscina sem tocar o azulejo
eu quero a frase que não faz sentido
eu quero a poesia que não pode existir
Contigo
Te adoro em curvas
As tuas e as de Gauss
Às vezes mais, às vezes menos
Às vezes mal :
Eu admito
- Os meus gemidos
Dias e noites contigo
São muito mais que capricho -
Eu só não sei dessa história
De ser exato o que se quer de mim
Se sou algo cálida, ardente, fria, ruim
Ah, é porque gosto de mim
Sim, gosto de mim
E só sei ser assim
As tuas e as de Gauss
Às vezes mais, às vezes menos
Às vezes mal :
Eu admito
- Os meus gemidos
Dias e noites contigo
São muito mais que capricho -
Eu só não sei dessa história
De ser exato o que se quer de mim
Se sou algo cálida, ardente, fria, ruim
Ah, é porque gosto de mim
Sim, gosto de mim
E só sei ser assim
a primeira poesia pra ela
como foi bom sentir aquele corpo
sobre o meu, sem limites
seus cabelos cacheados no rosto desgrenhados
sua pele branca em todas as paredes
o gosto da sua boca e todas aquelas mordidas!
ai como eu quero aquelas mordidas novamente..
- cláudia, você quer o mundo ou estar com ela?
- ela!
- o sol da manhã de hoje, as flores do jardim?
- ela!
eu quero a presença
sentir sua mão tocando a minha docemente
quero o olhar nos olhos
quero o sorriso de todos os dias
as conversas no bosque
- ela!
quero um pôr-do-sol que nos siga.
sobre o meu, sem limites
seus cabelos cacheados no rosto desgrenhados
sua pele branca em todas as paredes
o gosto da sua boca e todas aquelas mordidas!
ai como eu quero aquelas mordidas novamente..
- cláudia, você quer o mundo ou estar com ela?
- ela!
- o sol da manhã de hoje, as flores do jardim?
- ela!
eu quero a presença
sentir sua mão tocando a minha docemente
quero o olhar nos olhos
quero o sorriso de todos os dias
as conversas no bosque
- ela!
quero um pôr-do-sol que nos siga.
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